sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SAUDADE

     As vezes me pego pensando no passado, no que fiz, no que não fiz, no que não quis fazer, no que não pude fazer...E nessa semana lembrei de minha sequência de amores platônicos dos últimos anos, não vou sitar quais foram e nem como eu sofri, sofri por não ser correspondido, ou por ser correspondido e perceber que a pessoa era diferente do que eu esperava e assim me decepcionar com meus esforços em vão...
     Você deve estar pensando aonde saudade se encaixa, bem a verdade é que depois de sofrer e perceber que ELA não estava afim de mim ou que ELA2 não era quem eu esperava, fiquei ao menos com boas histórias e ótimas amizades, não só as amizades delas, mas também de meus colegas de história na PUCRS (2010) e dos meus companheiros da pensão (2011), que serviam tanto de companheiros para os tradicionais porres para esquecer e afogar as magoas, como de conselheiros de como eu devia ou não agir.
     Aqui que entra a saudade, esse ano só vi um dos meus amigos da PUC, e foi logo no início do ano, no carnaval, quando eu fui pra Porto Alegre visitar meu irmão...E ano que vem como será? Não verei nem os da PUC e nem os da Pensão? Ou conseguirei visitar ao menos alguns? Bem a única coisa certa é que as amizades eram, são e sempre serão verdadeiras e que não importa aonde eu ande e o que eu faça, sempre terei saudade do meu passado, porque ele foi bom e valeu a pena ser vivido.



Deixando o Pago



Alcei a perna no pingo
E saí sem rumo certo
Olhei o pampa deserto
E o céu fincado no chão
Troquei as rédeas de mão
Mudei o pala de braço
E vi a lua no espaço
Clareando todo o rincão

E a trotezito no mais
Fi aumentando a distância
Deixar o rancho da infância
Coberto pela neblina
Nunca pensei que minha sina
Fosse andar longe do pago
E trago na boca o amargo
Dum doce beijo de china

Sempre gostei da morena
É a minha cor predileta
Da carreira em cancha reta
Dum truco numa carona
Dum churrasco de mamona
Na sombra do arvoredo
Onde se oculta o segredo
Num teclado de cordeona

Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar
Tive ganas de chorar
Ao ver meu rancho tapera

Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo
Anunciando a madrugada
Dormir na beira da estrada
Num sono largo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada

O pingo tranqueava largo
Na direção de um bolicho
Onde se ouvia o cochicho
De uma cordeona acordada
Era linda a madrugada
A estrela d'alva saia
No rastro das três marias
Na volta grande da estrada

Era um baile, um casamento
Quem sabe algum batizado
Eu não era convidado
Mas tava ali de cruzada
Bolicho em beira de estrada
Sempre tem um índio vago
Cachaça pra tomar um trago
Carpeta pra uma carteada

Falam muito no destino
Até nem sei se acredito
Eu fui criado solito
Mas sempre bem prevenido
Índio do queixo torcido
Que se amansou na experiência
Eu vou voltar pra querência
Lugar onde fui parido

(Poema de João da Cunha Vargas)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Metallica - The Unforgiven

New blood joins this earth
And quickly he's subdued
Through constant pained disgrace
The young boy learns their rules


With time, the child draws in
This whipping boy done wrong
Deprived of all his thoughts
The young man struggles on and on, he's known
A vow unto his own
That never from this day
His will they'll take away


What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see


Won't see what might have been
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the Unforgiven


They dedicate their lives
To running all of his
He tries to please them all
This bitter man he is


Throughout his life the same
He's battled constantly
This fight he cannot win
A tired man they see no longer cares
The old man then prepares
To die regretfully
That old man here is me


What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been


What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the Unforgiven


You labeled me
I'll label you
So I dub the Unforgiven